Vasco Martins         Sinfonias  ________________________________________

 

 

As 9 Sinfonias (1997/2011)

 

 

A Sinfonia 1 ‘Equinócio de Março’, foi composta em 1997/1999.

Dividida em 4 movimentos, é baseada na rítmica e ambiências tradicionais musicais de Cabo-Verde. O equinócio de Março em Cabo-Verde é o começo dos ventos alísios, da partida das aves migratórias e da luminosidade do céu, do renovar das plantas endémicas.

Para orquestra de cordas. Tem a duração de 15 minutos. Foi estreada em Cabo-Verde em 2009, em S.Vicente, numa versão para quarteto de cordas, pelo quarteto de cordas Artzen e em 2010 em Coimbra pelo quarteto de cordas da OCC.

 

 

A Sinfonia 2 ’Solsticio de Junho’ composta em 2000/2001, é também baseada na música tradicional de Cabo-Verde, inspirada nos ritmos usados de Maio a Junho, ritmos esses ligados á fertilidade da terra e que anunciam a época das chuvas. O segundo andamento é inspirado na morna.

Para orquestra sinfónica. 3 Andamentos. Tem a duração de 21 minutos. Nunca foi estreada ou gravada.

 

Na linha das precedentes sinfonias, a Sinfonia 3 ‘Arquipélago magnético’, é também baseada nos ritmos de Cabo-Verde e inspirada nos ambientes ‘magnéticos naturais’ das ilhas. Tem 3 movimentos com a duração total de 23 minutos. Foi gravada pela North Czech Phillarmonic Orchestra, em 2006, dirigida pelo maestro canadiano Charles Olivieri-Munroe. Saiu em CD pela editora Harmonia. Nunca foi apresentada em público.

 

 

A Sinfonia 4 ‘Buda Dharma’, composta em 2001, foi inspirada na universal mensagem do Buda, sua vida, suas palavras, seu ‘Dharma’. Sinfonia considerada espiritual, tem um só movimento com a duração de 20 minutos, para orquestra sinfónica. Foi estreada em 2001 em S.Paulo, Brasil, dirigida pelo maestro Lutero Rodrigues e em França, em 2006 dirigida pelo maestro H C Fantapié. Foi gravada pela North Czech Philharmonic Orchestra em 2006, dirigida pelo maestro canadiano Charles Olivieri-Munroe. Saiu em CD pela editora Harmonia.

 

Sinfonia 4 (youtube)

 

 

A Sinfonia 5 ‘Himalaias’, composta entre 2002/2003 (orquestração final: 2006), é uma sinfonia épica, espiritual, majestosa. No princípio inspirada no famoso mantra ‘sarva mangalam’ (que todos os seres sejam felizes’), foi transformada pouco a pouco, consoante os anos de orquestração que teve. Idealismo relacionado com os Himalaias, universalmente aceites como um superior local do planeta, tanto físico como espiritual, um símbolo de pureza, magnificência, refúgio e serenidade. Embora o compositor nunca lá esteve, a sua imaginação foi impregnada desde a adolescência pelas imagens, livros, poemas e escritos de viajantes. Possui temáticas inspiradas nos ragas da Índia, música budista do Tibete e música clássica da China.

Orquestra sinfónica, 6 movimentos (o sexto movimento com o titulo ‘sarva mangalam’), duração de 44 minutos. Nunca foi gravada ou tocada.

 

 

A Sinfonia 6 ‘Monte Verde’, composta em 2004, pertence à tradição das sinfonias ‘naturalistas’ ou ‘pastorais’. Inspirada no ‘Monte Verde’ na ilha de S.Vicente , que se eleva quase no meio da ilha a 750 metros de altitude. Monte das brumas, das nuvens que passam, do ar vivificante, das plantas endémicas, das flores primaveris, dos pardais, corvos, falcões e águias, monte sagrado. Pode-se contemplar do cimo 3 ilhas e ilhéus que parecem suspensos, o Atlântico e uma vista panorâmica de 360 graus. Local de meditação e contemplação, de saúde e penetração espiritual. Esta sinfonia tem a alquimia sonora dos cantos das aves, sobretudo da águia pescadora (guincho), ‘Pandion halieatus’.

Para orquestra sinfónica, 1 Andamento, 14 minutos.

 Foi estreada em Coimbra em 2005, dirigida pelo maestro Virgilio Caseiro. Gravada pela North Czech Philharmonic Orchestra em 2006, dirigida pelo maestro canadiano Charles Olivieri-Munroe. Saiu em CD pela editora Harmonia.

 

Sinfonia 6 (youtube)

 

 

‘Estrela-d’alva’ é o nome da Sinfonia 7, composta em 2005. A estrela dealba ou estrela da manhã tem um simbolismo: é a estrela (aliás um planeta, Vénus) que antecede a aurora. A luz da manhã, mesmo antes de o Sol nascer é reputada pela sua transcendência espiritual que auxilia sentimentos poéticos e serenidade. O compositor quis escrever uma sinfonia simples, melódica, rítmica, que fosse ouvida de manhã e auxiliasse o auditor a celebrar o dia, positivo, poético, alegre, com energia e bondade. Idealismo mágico Foi estreada em Coimbra, em 2005, dirigida pelo maestro Virgílio Caseiro.

Tem 1 Andamento (com várias partes), 22 minutos, para orquestra clássica.

 

 

A Sinfonia 8 ‘A procura da luz’, composta em 2006, é uma sinfonia em um só andamento com várias partes que se sucedem e nunca se repetem, simbolizando a essência da vida. Nesta sinfonia, embora não descritiva, é inerente uma personagem que busca, no actual mundo paradoxal, a luz do ‘despertar’, passando pelas diversas etapas da existência. O bambu usado no princípio da sinfonia e em outras partes simboliza a pureza e a natureza e os silêncios de cinco segundos o ‘ruído da poeira vermelha’. A sinfonia atinge, num crescendo, um tutti orquestral com um acorde que o compositor intitulou ‘radiância’.

Um andamento, orquestra sinfónica, 14 minutos.

Gravada pela North Czech Philharmonic Orchestra em 2006, dirigida pelo maestro canadiano Charles Olivieri-Munroe. Saiu em CD pela editora Harmonia.

 

 

Sinfonia 8(complete, youtube)

 

 

 

 

A Sinfonia 9'ATLÂNTICO' foi composta entre 2008/2011 .

Alguns extractos foram gravada na Morávia pela Moravian Philharmonic Orchestra, dirigida pelo maestro Vit Micka. 

 

Música evocativa do Oceano Atlântico. Sinfonia épica e magnificente.

 

Versão definitiva: 22 minutos. 1 Andamento. Orquestra sinfónica.

 

Sinfonia 9, ATLÂNTICO  (extratos, youtube)

 

 

 

 

 

 

Álbum com  4 sinfonias gravadas : CD 4 sinfonias

 

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